Queimadas na Amazônia já superam índice de 2019

Fogo no Pará, em 2019. Crédito: Victor Moriyama/ Greenpeace

Em outubro de 2020 foram 17.326 incêndios, contra 7.855 focos registrados no mesmo período de do ano passado. 

Faltando quase dois meses para o fim do ano, o número de queimadas na Amazônia já superou o acumulado de 2019. Mais de 94 mil pontos de calor foram detectados na floresta até agora, contra as 89.176 ocorrências registradas no ano passado. Este é o pior cenário dos últimos dez anos, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O sistema de monitoramento do governo, contabilizou 17.326 incêndios na região amazônica só em outubro de 2020, mais que o dobro registrado no mesmo período ano passado: 7.855. No dia 22 do mês passado, o número de queimadas no bioma já havia ultrapassado o índice de todo o ano de 2019.

Embora alarmantes, os números não são os piores da séria histórica do Inpe. O recorde de queimadas pertence a 2004, quando a Amazônia queimou 218.637 vezes. O temor é que a tendência de crescimento continue e a Amazônia volte a queimar como na década passada.

Ambientalistas chamam a atenção para o crescimento dos incêndios, que desde julho estão batendo recordes, e a relação com o desmatamento. Todos os anos, entre julho e outubro, madeireiros, grileiros e produtores rurais aproveitam a estação seca para renovar pastagens ou queimar a vegetação derrubada.

“Com as taxas de desmatamento cada vez maiores nos últimos anos, os alertas dos pesquisadores foram ignorados pelo governo: desmatamento e fogo andam juntos”, declarou Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil. “Após derrubarem a mata, os infratores ateiam fogo para limpar o material orgânico acumulado”, acrescentou.

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