Cresce o número de gorilas-das-montanhas e baleias-comuns

Gorila-das-montanhas/Créditos: Ryoma Otsuka

Nos últimos 50 anos a população da baleia quase dobrou; a do primata cresceu 47% na última década

Os esforços para proteção da baleia-comum (Balaenoptera physalus) e do gorila-das-montanhas (Gorilla beringei beringei) têm gerado bons resultados. As espécies saíram do patamar de extremo perigo em que se encontravam e desceram um nível na classificação de ameaça da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Antes classificada como “em perigo”, a baleia agora é categorizada como “vulnerável”, enquanto o primata africano passou de “criticamente em perigo” para “em perigo”.

As populações da baleia-cinzenta (Eschrichtius robustus) também tiveram alta, por isso seu status de ameaça mudou de “criticamente em perigo” para “em perigo”. Para Randall Reeves, presidente do Grupo de Especialistas em Cetáceos da IUCN, tanto as baleias-comuns, quanto as cinzentas ocidentais foram severamente exploradas pela caça e é um alívio finalmente ver suas populações em ascensão.

Em relação aos gorilas-das-montanhas, as patrulhas anti-caça e o acompanhamento veterinário foram essenciais para aumentar o contingente populacional em aproximadamente 47%. Estimada em 680 indivíduos em 2008, hoje a população da espécie soma mais de mil animais. Trata-se de uma grande vitória, já que a subespécie do gorila oriental (Gorilla beringei) está restrita a apenas duas áreas protegidas do Congo, extremamente pressionadas pela expansão urbana, além do problema da caça.

Saldo

Apesar das conquistas, muitos animais ainda estão em risco. A atualização da IUCN contemplou 96.951 espécies, das quais 26.840 estão ameaçadas de extinção. Destes, 54 são espécies de peixes.

A sobrepesca é apontada como a principal causa do desaparecimento da classe. Somente no Lago Malawi, na África, cerca de 9% das 458 espécies de peixes avaliadas se enquadram em algum grau de ameaça. Especialistas destacam que as perdas não serão apenas para a biodiversidade, visto que há populações que dependem desses animais para subsistência.

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