Brigadas de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

Brigadas de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais
Brigadas de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

A Amda é pioneira na criação de brigadas profissionais de prevenção e combate a incêndios florestais. Atualmente, a entidade mantém dez brigadas em parceria com empresas. Em 2017, as equipes atuaram em 605 ocorrências, sendo 86 em unidades de conservação.

Minas Gerais e o Brasil estão dispensando pouca atenção aos incêndios florestais, considerando o imenso impacto que eles provocam anualmente. A efetiva proteção de remanescentes de florestas, unidades de conservação e áreas de interesse ambiental, como mananciais de abastecimento humano, passa pelo combate e prevenção a queimadas. Incêndios raramente se iniciam por causas naturais, como raios. Noventa e nove por cento são provocados por ações humanas, por intenção ou descuido. Na lista de descuido, estão tocos de cigarro jogados no capim seco que cresce nas margens de rodovias, despachos religiosos com vela, fogos de artifício, limpeza de terrenos para cultivo, queima de folhas e fogueiras. Na lista de má fé, pode-se citar utilização do fogo para descaracterização de ambientes naturais para fins econômicos, como, por exemplo, queimar Mata Atlântica para alegar “fato consumado” e implantar pastos ou loteamentos.

Os prejuízos ambientais e sociais provocados pelos incêndios florestais são inúmeros. Estudos indicam que 50% da biomassa queimada nas matas tornam-se gases de Efeito Estufa. No Brasil, 75% desses gases, principalmente o gás carbônico, são emitidos por incêndios em florestas. Além dos gases de Efeito Estufa, o fogo diminui a qualidade da água, do ar e a visibilidade atmosférica, provocando aumento de acidentes em estradas, perda da biodiversidade animal (centenas de animais são queimados vivos) e vegetal, diminuição da fertilidade dos solos e prejuízos materiais à população, como destruição de linhas de transmissão e outras formas de patrimônio público e privado.

Desde 1998, a Amda combate voluntariamente incêndios florestais no Vetor Sul de BH. Em 2011, em parceria com Ferrous Resource, Vallourec e Gerdau, a entidade implementou as primeiras brigadas profissionais.

Atualmente, a entidade mantém dez brigadas em parceria com AngloGold Ashanti, Gerdau, Vale, Sindiextra, Usiminas, Arcelor Mittal e Anglo American. Em 2017, as equipes atuaram em 605 ocorrências, sendo 86 em unidades de conservação, como Parque Nacional da Serra do Gandarela, Parque Estadual da Serra do Rola Moça, RPPN Santuário da Serra do Caraça, Monumentos Naturais da Serra da Moeda e da Calçada, Estações Ecológicas de Arêdes e Fechos, entre outros. A criação de brigadas profissionais é iniciativa pioneira no país e sua atuação tem sido fundamental para proteger o meio ambiente.

Os brigadistas são capacitados para combater as chamas, lidar com animais peçonhentos e primeiros socorros, atuando com uniformes e botas que resistem a altas temperaturas e balaclava de proteção antichama. As brigadas são equipadas com bomba costal, soprador, chicote, abafador, moto-bomba, roçadeira, enxada e foice, todos com CA (Certificado de Aprovação). As equipes contam ainda com veículos de tração 4x4, que facilitam acesso a locais difíceis. Parte das brigadas existe somente no período crítico de incêndios. Outras, o ano inteiro, e no período de chuvas atuam com educação ambiental, plantio e manutenção de mudas plantadas em áreas de recuperação e construção de aceiros (retirada de vegetação em faixa que auxilia no combate ou “mata” o fogo quando as atinge).

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Telefone: (31) 3291 0661

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