Proteger a fauna silvestre contra atropelamento não faz parte da política do DER

Apesar da gravidade do problema, nenhuma medida é tomada pela Semad

 Todos os anos, milhares de hectares são destruídos pelos incêndios florestais e milhares de animais silvestres morrem atropelados nas rodovias brasileiras. O que essas situações têm em comum, além da tragédia ambiental, é que os impactos de ambas são maiores pela falta ou insuficiência de roçagem marginal de estradas. Técnicos do Sisema (Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) confessaram à Amda que já pediram providências inúmeras vezes ao Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). A roçagem das margens de estradas pode contribuir para diminuir os atropelamentos, principalmente de mamíferos. Com a vegetação alta, o animal chega de repente à via e não tem tempo suficiente para avaliar a situação e tenta atravessar a estrada, sendo atropelado.

De acordo com a assessoria de imprensa do DER, a faixa roçada tem dois metros, largura definida durante a execução do projeto de engenharia para implantação da rodovia, que leva em consideração o relevo do terreno e a classe da mesma, mas não considera a proteção da fauna. Para a Amda a faixa roçada tem de ser mais larga, criando condições dos animais avistarem faróis e ouvirem barulho.

Para Dalce Ricas, superintendente da Amda, a preocupação com o assunto por parte do poder público beira a zero. "O Copam completou 42 anos e até hoje as rodovias que já existiam não foram licenciadas e dezenas de outras foram autorizadas pela Semad sem exigência de medidas contra atropelamento. O governo não tem moral para se impor frente a iniciativa privada na área ambiental, pois não cumpre seu papel de zelar pelo cumprimento das leis", disse.

Além da falta de medidas, não há estrutura para socorro a animais feridos, que agonizam até morrer, e nem mesmo as rodovias que margeiam ou atravessam unidades de conservação e áreas prioritárias para proteção das biodiversidade contêm medidas de proteção. A situação é a mesma nas rodovias federais.

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