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Vetor Norte de Belo Horizonte

Situada a 30 quilômetros de Belo Horizonte, essa região marca sua importância ambiental e científica, pela presença de dolinas, nascentes d’água,  formações rochosas calcárias milenares, que compõem um cenário de grutas, expressivos remanescentes florestais que abrigam espécies da fauna e flora ameaçados de extinção, compostos por Cerrado, Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual) e Mata Seca (Floresta Estacional Decidual), que se desenvolve sobre os afloramentos calcários.  Na mesma paisagem, observam-se formações rochosas, sumidouros d'água e vegetação.
 
 Com toda essa riqueza, é também marca da região a importância que possui para a biodiversidade, com presença de espécies ameaçadas de extinção, como o papagaio verdadeiro, e para a história da humanidade e antropologia. Nas cavernas da área cárstica estão registros paleontológicos e arqueológicos com indícios da ocupação humana nas Américas. Pinturas rupestres e outros vestígios não raramente são vistos no carste.

Por causa disso, a área cárstica está inserida em algumas unidades de conservação de diferentes classificações. Há na região a Área de Proteção Especial – APE Confins; Área de Preservação Ambiental – APA Carste de Lagoa Santa, gerida pelo Ibama; e o Parque Estadual do Vale do Sumidouro, de responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas, criado em 1981, e somente agora sendo implantado.

Infelizmente, a despeito do tesouro ainda guardado na área, a Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH avança desordenadamente em direção ao carste de Lagoa Santa. Além das irregularidades ambientais já existentes por lá, dezenas de empreendimentos, como condomínios e minerações podem vir na esteira de grandes obras patrocinadas pelo poder público. Com eles, aparece a ocupação antrópica.

A Linha Verde, construída pelo Governo de Minas em 2007, que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Confins, na área cárstica é exemplo desses empreendimentos patrocinados pelo poder público. Há ainda o Anel Viário de Contorno Norte da RMBH, conhecido como Rodoanel; o Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais e o Pólo de Microeletrônica que pode ser instalado em Lagoa Santa.

Por causa do risco de destruição de todo o patrimônio da região, a Amda, apoiada por instituições como Projeto Manuelzão, Associação dos Moradores de Quintas do Sumidouro, Instituto Cerrado e outras, teve ação decisiva no processo de licenciamento do Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais, que resultou no compromisso do governo de instalar Sistema de Áreas Protegidas, composto por Unidades de Conservação de uso integral, Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente.



AMDA - Associação Mineira de Defesa do Ambiente
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