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02/02/2012
Ibama vai multar a Petrobras em R$ 50 mi por vazamento

São Paulo. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos ecursos Naturais Renováveis (Ibama) multará a Petrobras em R$ 50 milhões pelo vazamento de petróleo ocorrido ontem na Bacia de Santos, a 250 km de Ilhabela, no litoral de São Paulo. Foi o primeiro vazamento importante registrado na exploração da camada pré-sal.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também deve autuar a Petrobras pelo vazamento. Profissionais da agência participaram ontem dos sobrevoos.

A decisão de multar a Petrobras foi tomada pelo valor máximo previsto na legislação brasileira, segundo apurou o jornal "O Estado de S. Paulo". A justificativa será o lançamento de petróleo ao mar. Outras multas poderão ser aplicadas pelo Ibama conforme as investigações sobre as responsabilidades forem concluídas. Ontem, o Ministério Público Federal em São José dos Campos instaurou inquérito civil público para apurar o vazamento.

A Marinha enviou uma embarcação e fez ontem sobrevoo sobre a região do campo de Carioca Nordeste, de onde teriam vazado na terça-feira 25,5 mil litros de petróleo, o equivalente a 160 barris. Em nota, a Marinha informou que "foram avistadas manchas dispersas, em uma área aproximada de 70 km², compostas de uma fina camada de óleo".

A mancha, diz o comunicado, "desloca-se para o sudoeste", o que confirmaria a "baixa possibilidade de o óleo alcançar o continente". A Marinha avistou do alto três barcos da Petrobras em trabalhos de contenção. O Ibama informou que enviou técnicos ao local para sobrevoar a região.

A Petrobras poderá recorrer tanto da multa do Ibama quanto das autuações da ANP. A petroleira não quis comentar a possibilidade de vir a ser punida pelo acidente em Carioca Norte, supostamente provocado pelo rompimento de um duto (coluna de produção, no jargão da indústria do petróleo) que ligava o subsolo marinho ao navio-plataforma Dynamic Producer. A produção no poço está suspensa.

Em nota, a Petrobras informou que "a modelagem das correntes marítimas indica que o óleo não chegará à costa" e que "não há mais vazamento". Com o rompimento da coluna, diz o comunicado, "o sistema de segurança fechou automaticamente o poço, que parou de produzir".

Gabrielli diz que dano será pequeno

Salvador. Em um evento realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), ontem, em Salvador, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli garantiu que o vazamento de petróleo na bacia de Santos não terá grandes impactos ambientais.

"Não há nenhum risco de perda de controle sobre o poço e não há risco de (o petróleo vazado)
chegar à costa", disse o executivo. "Os efeitos (para o ambiente) serão os mínimos possíveis", completou. 


Fonte: O Tempo




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