Usar diariamente o telefone celular, ouvir música num walkman, ver na TV seu programa favorito, deixando o ambiente iluminado apenas por uma lâmpada fluorescente. Esses hábitos da vida cotidiana, típicos de um cidadão brasileiro que mora em centros urbanos, têm tratamento especial na cidade de Americana, no interior de São Paulo.
Uma lei Municipal (3.570/2001), de autoria do vereador Antonio Carlos Sacilotto, aborda a responsabilidade da destinação de pilhas, baterias e lâmpadas usadas. "O principal objetivo dessa lei é a preservação do meio ambiente", afirma Sacilotto. "A legislação obriga que seja feita uma coleta seletiva destes materiais. Os locais de recebimento são os próprios pontos de venda", acrescenta. A iniciativa do legislativo de Americana foi reconhecida como pioneira no Brasil pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, que, nos últimos anos, apresentou estudos, propostas e resoluções sobre a destinação desse tipo de material, comumente despejado em aterros e lixões.
Preocupação ambiental semelhante permeou várias reuniões no campus da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. O resultado foi a adoção de um sistema de coleta seletiva de lâmpadas fluorescentes em toda a área universitária. O motivo da preocupação com a destinação desse produto é que, apesar de mais econômica em termos energéticos, a lâmpada fluorescente contém mercúrio metálico, material tóxico e nocivo ao ser humano e ao meio ambiente. Quando quebrada, ela libera vapor de mercúrio que, dependendo das condições, pode ficar em suspensão no ar por várias semanas e ser absorvido pelos organismos vivos.
Ainda que uma só lâmpada tenha um pequeno efeito no ambiente, as cerca de 40 milhões de unidades descartadas anualmente no Brasil provocam um impacto sensível. Por serem resíduos perigosos, as lâmpadas devem ter um destino alternativo aos aterros e lixões.
Instituições que possuem bazares e aceitam doações de objetos eletroeletrônicos em Minas Gerais:
Colégio dos Jesuítas
Link
Lojas e lugares que recolhem pilhas e baterias para reciclagem:
Multicoisas no Minas Shopping
Av. Cristiano Machado, 4000 Lj 633/634 1º piso Min - CEP 31910-810
Belo Horizonte
Telefone:
31.3426-4246
31.3426.4246
email: nafer@multicoisas.com.br
Cuidados com lâmpadas fluorescente - Manejo e disposição
É recomendável que as lâmpadas a descartar sejam armazenadas em local seco, nas próprias caixas de embalagem original, protegidas contra eventuais choques que possam provocar sua ruptura. Essas caixas devem ser identificadas para não serem confundidas com caixas de lâmpadas novas. Em nenhuma hipótese as lâmpadas devem ser quebradas para serem armazenadas, pois essa operação é de risco para o operador e acarreta a contaminação do local. Também não se deve afundar os pinos de contato elétrico para dentro da lâmpada para identificar aquelas que são inservíveis, pois os orifícios resultantes nos soquetes das extremidades da lâmpada permitem o vazamento do mercúrio para o ambiente.
Ao entrar em contato com lâmpadas quebradas o uso de avental, luvas e botas plásticas, é necessário. Quando houver quebra acidental de uma lâmpada, o local deve ser bem limpo por aspiração. Os cacos devem ser coletados de forma a não ferir quem os manipula e colocados em embalagem estanque, com possibilidade de ser lacrada, a fim de evitar a contínua evaporação do mercúrio liberado.
Instruções para acondicionamento e transporte de lâmpadas usadas
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1.
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Acondicionar as lâmpadas fluorescentes nas caixas de papelão de embalagem originais e acomodar essas caixas, de preferência, dentro de um contêiner adequado.
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2.
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Contêneires especialmente desenvolvidos para esse tipo de transporte, capaz de reter eventuais emanações de mercúrio.
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3.
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Evitar choques no carregamento, manuseio e transporte do contêiner.
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4.
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Não tombar o contêiner; mantê-lo sempre na posição normal.
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5.
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O envio de lâmpadas tipo bulbo (de vapor de mercúrio, vapor de sódio, luz mista ou similares) pode também ser feito em tambores fechados.
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