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Algumas verdades sobre o Rio São Francisco
- Antes que os europeus descobrissem o São Francisco e dessem ao rio o nome do santo, os índios já haviam batizado aquelas águas de Opará, que na língua-mãe dos nativos significa “rio-mar”.
- O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG), mais precisamente no Chapadão da Zagaia, no município de São Roque de Minas, na região Sudoeste do Estado, a cerca de mil metros de altura.
- Da Canastra, ele despenca 200 metros na cachoeira Casca d´Anta, percorrendo 2,7 mil quilômetros, pelos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Goiás, distribuído em 36 afluentes.
- Seu vale compreende a calha principal e tributários, numa extensão de 645 mil quilômetros quadrados, de área equivalente a 8% do território nacional - a bacia do rio é maior que o estado de Minas Gerais inteiro.
- Em toda região da bacia vivem cerca de 13 milhões de habitantes, ou seja, 10% da população brasileira.
- São 503 municípios beneficiados pelo rio São Francisco, sendo 240 deles localizados em Minas.
- Aproximadamente 70% das nascentes que abastecem o rio estão em Minas Gerais, que concentra cerca de 38% da bacia total do São Francisco. Em torno de 40% do Estado está dentro do vale.
- Minas reúne, ainda, cerca de 50% de toda população da bacia, com uma taxa de urbanização de 83%.
- O rio São Francisco tem mais de 1,5 mil quilômetros de águas navegáveis, nos trechos entre Juazeiro, Petrolina e de Piranhas até a foz. No entanto, grande parte desse potencial não é aproveitado por causa dos altos índices de assoreamento em seu leito.
- Após despencar 80 metros na cachoeira de Paulo Afonso (BA), o São Francisco corre manso mais de 300 quilômetros, e em Alagoas finalmente encontra o mar.
- A bacia é dividida em três regiões com características especiais: Alto São Francisco (da nascente, na Serra da Canastra, até Pirapora - MG), Médio (de Pirapora - MG até Paulo Afonso - BA) e Baixo São Francisco (de Paulo Afonso - BA até a foz, em Piaçabuçu - AL).
- O Vale do São Francisco conta com 330 mil hectares de área irrigada, sendo que a maior parte dessa área está concentrada na região do Médio São Francisco, onde há 185.800 hectares irrigados.
- O Velho Chico tem como principais afluentes, em Minas, os rios Paraopeba, Abaeté, Velhas, Jequitaí, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Cariranha, Corrente e Grande.
- As condições pluviométricas no Baixo São Francisco são diferentes daquelas que ocorrem no Alto e no Médio Vale. No baixo, as chuvas concentram-se nos meses de maio, junho e julho, e a estiagem perdura de setembro a fevereiro, sendo que outubro é o mês mais seco. No Alto e no Médio São Francisco, chove de novembro a março.
- Principais problemas ambientais do Alto São Francisco: Descarga de efluentes industriais, poluição por esgoto doméstico, ação predatória das minerações e garimpo, devastação florestal nas nascentes, destruição das matas ciliares, extinção de peixes como o pira e o matrixã causada pela pesca predatória, contaminação por agrotóxico, ocupação desordenada do solo.
- Principais problemas ambientais do Médio São Francisco: Desmatamento do Cerrado para produção de carvão, expansão da fronteira agrícola, irrigação e uso descontrolado de agrotóxicos, assoreamento e desbarramento das margens por causa da destruição da mata ciliar, intenso processo de mecanização agrícola, inexpressiva contribuição hídrica dos tributários, a partir do rio Grande.
- Principais problemas ambientais do Baixo São Francisco: Assoreamento do leito, destruição das lagoas marginais, salinização das águas e perda da produtividade dos solos, aparecimento de espécies exóticas de peixes, entre eles o Tucunaré, alteração na capacidade de navegabilidade do rio, crise na pesca artesanal e na agricultura de vazantes.
- Os principais usuários da bacia do rio São Francisco são: Companhias de abastecimento urbano e de saneamento, indústrias (em especial as minerações e as usinas de geração de energia elétrica), irrigação e uso agropecuário, transporte, turismo, lazer, pesca.
- O Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco tem como principais atribuições: Articular institucionalmente, arbitrar em primeira instância os conflitos de recursos hídricos, aprovar o plano de recursos hídricos da bacia, acompanhar a execução dos planos e propor ajustes e adequações, estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso da água.
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