Levantamento realizado pelo WWF-Brasil, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e secretarias estaduais de meio ambiente aponta que as unidades de conservação do Amazonas, Pará e Rondônia, estados localizados na Amazônia, têm em média baixa efetividade. Poucos recursos humanos e financeiros e problemas com elaboração de planos de manejo comprometeriam a eficácia das mesmas.
No total, o levantamento analisou 156 unidades de conservação estaduais, com área de 560 mil km² - quase equivalente ao estado de Minas Gerais, que tem cerca de 580 mil km². O objetivo foi avaliar se elas estão cumprindo o objetivo de conservar a natureza. Para isso, a pesquisa procurou averiguar se elas têm um planejamento efetivo, recursos suficientes, se estão vulneráveis ou sofrem ameaças.
O levantamento aponta que a média de efetividade de gestão é de 36% no Pará, 41% no Amazonas e 35% em Rondônia. Dificuldades de contratação e manutenção de funcionários foram apontadas como os fatores que mais contribuem para a vulnerabilidade das áreas de conservação nestes estados.
A pesquisa usou o chamado “método Rappam” (sigla em inglês para Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Áreas Protegidas) e seguiu determinação da Convenção sobre a Diversidade Biológica, pela qual países signatários devem avaliar a efetividade de gestão das suas áreas protegidas.
Segundo Mauro Armelin, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, o trabalho de análise da gestão das UCs é inovador e fundamental para subsidiar políticas públicas que ajudem a melhorar sua efetividade.