Haiti levará pelo menos 15 anos para se reerguer, afirmam autoridades internacionais
Se antes do terremoto a situação política e econômica do Haiti já era difícil, depois dele tudo ficou pior. Hoje, além da falta de infra-estrutura básica, como hospitais, escolas e abrigos, a população enfrenta outro grande problema: a falta d água.
Segundo o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, responsável por projetos que a ONG Viva Rio implantava em Porto Príncipe, é preciso garantir a sustentabilidade do país antes de levantar novos prédios.
“A água inexiste em condições essenciais na capital, e inexiste também no interior. O país não está só devastado. Está seco. Antes do terremoto já era assim. Portanto, é preciso se pensar em soluções, pois só a partir da água devemos ir adiante. A água precede os prédios”, disse Magalhães ao Jornal no Brasil, na edição de ontem.
Para ele, é preciso estudar todas as alternativas para amenizar o problema. Uma delas, disse o arquiteto, seria um projeto de captação das águas da chuva – projeto que a ONG Viva Rio vinha desenvolvendo naquele país.
Num encontro realizado na última semana, na República Dominicana – país vizinho ao Haiti – especialistas afirmaram que a reconstrução da ilha levará pelo menos 15 anos. Está previsto para hoje, no Canadá, um segundo encontro com representantes do Brasil, Estados Unidos, União Européia, Nações Unidas e outros países.