A partir deste sábado (4), saindo do município de Cristiano Otoni (nascente do rio Paraopeba), com chegada prevista para o dia 25 de setembro, em Felixlândia (foz do rio Paraopeba), quatro navegadores enfrentarão o desafio de navegar os mais de 500 km do leito do rio Paraopeba.
A largada acontecerá às 9h da manhã, (em Cristiano Otoni, na Rua Joaquim Ribeiro de Castro – próximo à Câmara Municipal). O trajeto programado para a navegação tem duração de 21 dias e passará por Santa Quitéria (Congonhas), Jeceaba, Belo Vale, Moeda, Brumadinho, Betim, Juatuba, Esmeraldas, Paraopeba/Caetanópolis, até chegar a Felixlândia. Durante o percurso, a programação prevê "paradas culturais" nas cidades, que visam conseguir maior mobilização social para a recuperação das águas do Paraopeba.
A navegação pretende documentar, de forma inédita, com filmagens, fotografias e diário de bordo, todo o trajeto programado. O objetivo é, sobretudo, disponibilizar coordenadas geográficas de pontos de poluição/degradação e pontos de preservação e boas práticas, em toda extensão do rio Paraopeba.
Os registros também servirão como referência básica para uma série de atividades lúdico-educativas e institucionais, relacionadas diretamente com a política pública das águas, principalmente para o Comitê da Bacia do rio Paraopeba e para sua secretaria executiva, o Consórcio Intermunicipal da bacia Hidrográfica do rio Paraopeba - Cibapar.
Para formalizar os registros, um marco em praça pública será implantado nas cidades de Betim, Esmeraldas e Paraopeba/Caetanópolis, onde ficarão guardadas cópias da filmagem e do livro, para que em cinco, 10, 20 e 30 anos, o material possa ser aberto e comparado com a situação futura.
Na chegada, um evento marcará a apresentação da Carta do Paraopeba, contendo compromissos e metas de qualidade e quantidade assumidas pela administração pública estadual, prefeituras e usuários das águas - instituições da sociedade civil e cidadãos. No mesmo evento, será formada a Rede Solidária de Vigilância Permanente (ReSOL), embrião de mobilização social para a recuperação do rio. Inicialmente, a ReSOl será formada por mais de 600 pescadores, estudantes, professores e moradores localizados às margens de toda extensão do rio.
A Marinha do Brasil participará da navegação, cumprindo suas competências específicas para garantir a segurança e prevenir poluição advinda das embarcações.
A empresa Geosan fará análises das águas em todas as paradas culturais e os resultados são apresentados em tempo real.
Foto: Arquivo Cibapar