Domingo, 06/07/2008 15:44h
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AMDANossa História

O início

Tudo começou em 1978, final do governo Geisel. Num momento em que o Brasil vivia sob o regime militar, com fortes restrições à liberdade individual, um grupo de estudantes de ciências econômicas e biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começou a se reunir para discutir um tema que ainda não fazia parte dos campos de interesse da maioria da sociedade: meio ambiente. Foi quando nasceu a Amda.

O confronto marcou a primeira fase de atuação da Amda, pois os ambientalistas eram vistos como românticos e excêntricos ou como inimigos do progresso. A sede da Amda chegou a ser “visitada” pela Polícia Federal, que buscava panfletos contra o governo.

Naquela época, as chaminés das indústrias ainda eram vistas apenas como sinônimo de progresso e os ambientalistas, que ousassem contestar contra a poluição gerada por elas (e por outras fontes degradadoras), eram considerados radicais. Num primeiro momento, em função do contexto, a Amda e outros movimentos ambientalistas tiveram que radicalizar nas opiniões e ações para combater, com a mesma intensidade, o setor empresarial que só enxergava o lucro, sem interesse pela preservação ambiental e uso racional dos recursos naturais.

Marcando uma segunda fase em sua existência, a Amda abandona a posição dicotômica e maniqueísta que prevalecia no movimento e que debitava ao setor produtivo todas as mazelas ambientais. Passa a identificar o papel negativo de ações ou omissão do setor público e as raízes histórico-culturais da degradação no comportamento dos indivíduos.

A partir daí, houve uma lenta e gradual aproximação com o setor empresarial, por meio do diálogo e da atuação conjunta em áreas de interesse comum. Os poluidores tiveram que incorporar ao desenvolvimento de suas atividades a vertente ambiental, uma vez que a legislação recém implantada e a sociedade organizada nos movimentos ambientalistas exigiam esta mudança.

Dificuldades

As dificuldades de atuação sempre foram muitas, principalmente em função do pequeno poder econômico da entidade, que não tem fins lucrativos e sobrevive com a contribuição de associados. Infelizmente, ainda é incipiente na sociedade brasileira o hábito de contribuir para causas sociais.

Não foi sempre, por exemplo, que a Amda teve uma sede onde pudessem acontecer as frequentes reuniões de seus militantes. Mas nem as dificuldades econômicas, nem a vigilância dos órgãos de repressão conseguiram frear o idealismo.

Fatos marcantes

A história da Amda mistura-se, muitas vezes, com a história do movimento ambientalista em Minas e vice-versa. A entidade participou dos mais importantes momentos, fazendo denúncias e reivindicações e atuando na trajetória da política ambiental, promovendo manifestações, debates, encontros e reuniões, que constituíram nossa luta diária. Citar todos os trabalhos é impossível, pois muitos fatos perderam-se na memória, sem registros. Mas alguns pontos são cruciais na história da entidade e merecem ser relembrados e registrados.

Conheça, em ordem cronológica, os principais fatos marcantes da história do movimento ambientalista, com participação direta ou indireta da Amda.



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