De uso diário em muitas residências brasileiras, o leite de origem bovina faz parte do Projeto Ciclo de Vida por seu consumo em larga escala, e por ser um bom exemplo de produto que demanda uso do solo para pecuária, transporte rodoviário, com caminhões, para levar o leite até supermercados, e espaço para descarte das embalagens em que é envasado, como as caixas Tetra pak.
Se produzido de forma ambientalmente responsável, o leite virá de fazendas que respeitam a legislação de meio ambiente (que não desmatam áreas de preservação permanente, como beira de rio e topos de morro, e protejam a reserva legal, espaço de no mínimo 20% das propriedades rurais, que deve ser preservado), e de empresas que processam o produto com controle de emissões de efluentes nos cursos d'água, como rios e córregos.
Por outro lado, no copo de leite consumido diariamente pode estar embutido a degradação do meio ambiente com derrubada de mata nativa para aumento de espaço de pasto, e conseqüente redução da biodiversidade. Além disso, o lançamento de metano (CH4) para a atmosfera pelo gado bovino (resultante do processo natural que ocorre durante sua digestão), junto com o transporte do leite das fazendas para o consumidor final, com emissão de monóxido (CO) e dióxido (CO2) de carbono, contribuem para os efeitos do aquecimento global.
Os caminhos do leite
Os caminhos percorridos pelo leite bovino, desde a ordenha na vaca até o descarte da embalagem do produto, estão descritos no fluxograma abaixo. Os balões vermelhos indicam pressão do produto sobre os recursos naturais. Os verdes apontam soluções já utilizadas para amenizar, ou compensar, a degradação ambiental causada pela produção.
Abaixo, você pode clicar sobre cada uma das etapas do Ciclo de Vida do leite para ampliar as informações sobre impactos e soluções em cada uma delas.