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Toninhas correm risco de extinção

Em dois anos, 1.186 espécimes foram encontrados mortos nos litorais sul e sudeste do país

09 de Abril de 2018
Foto Projeto
Crédito: Projeto Toninhas

Habitante das águas costeiras marinhas, as toninhas, uma espécie de golfinho, correm risco de desaparecer do litoral do país. Entre 2015 e 2017, 1.186 espécimes foram encontrados mortos nas praias de Santa Catarina, São Paulo e Paraná. Dentre eles, 138 eram jovens, 63 filhotes e três fetos. A maior parte dos corpos (568) foi encontrada nas praias catarinenses.

As toninhas são vítimas frequentes da atividade pesqueira. Geralmente morrem em mar aberto, presas às redes de pesca de grandes e pequenas embarcações. Muitas são encontradas com feridas pelo corpo, também por causa do instrumento de pesca.

Elas podem ficar em regiões com até 50 metros de profundidade, mas a maioria nada a 30m da praia, onde é realizada a pesca. Os animais acabam presos às redes de emalhe e morrem afogados.
 
De acordo com o coordenador do Projeto Toninha, Pedro Volkme, as comunidades de toninhas também são ameaçadas por parasitas e poluentes. Segundo Volkme, são necessários planos de conservação da espécie que detalhem a área exata de ocorrência, alimentação e hábitos.

As toninhas estão no anexo I da lista das espécies migratórias de animais silvestres protegidas pela Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres. Portanto, ela não pode ser capturada, a não ser para fins científicos ou de subsistência. A convenção é uma organização intergovernamental global ligada às Nações Unidas e criada para a conservação e gestão dessas espécies.

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