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Últimos ursos dançarinos do Nepal são resgatados

Rangila e Sridevi foram levados para Parsa National Park

02 de Fevereiro de 2018
Foto Projeto
Último dono perfurou narinas dos ursos com hastes quentes e transpassou uma corda para controlá-los / Crédito: divulgação ONG Proteção Animal Mundial

Depois de 17 anos sendo maltratados e obrigados a se apresentarem para multidões, o sofrimento dos dois últimos "ursos dançarinos" do Nepal finalmente terminou. O macho Rangila, de 19 anos, e a fêmea Sridevi, de 17 anos, foram levados para o Parsa National Park.

Os animais foram vendidos ao antigo dono para serem usados como ursos dançarinos. O baile de ursos é uma prática cruel e ilegal. O "dono" perfurou suas narinas com hastes quentes e transpassou uma corda para controlá-los e usou mais crueldade para "ensiná-los" a dançar.

O resgate foi promovido pela ONG Proteção Animal Mundial, junto com o Instituto Jane Goodall do Nepal no fim de dezembro de 2017. Com ajuda da polícia local, os ursos foram encontrados e apreendidos. Segundo a ONG, os animais estavam extremamente angustiados e mostraram sinais de trauma psicológico, como encolher, andar de um lado para o outro e chupar a pata.

Essa não é a primeira vez que o uso de ursos para entretenimento foi erradicado em um país inteiro. Há 20 anos a ONG luta para banir a prática terrivelmente cruel junto com parceiros locais. Conseguiram êxito na Grécia, Turquia e Índia, agora no Nepal e estão perto de eliminar a crueldade no Paquistão.

Mas o sofrimento de ursos na Ásia ainda não acabou. Eles continuam sendo alvo da sanguinária "caça esportiva" e vítimas da cruel e desnecessária indústria de bile. De acordo com a ONG, aproximadamente 22.000 ursos pretos vivem presos em pequenas gaiolas. Seus estômagos são perfurados, e assim mantidos, para constante retirada de bile.