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China proíbe totalmente comércio de marfim

Entre 2010 e 2012, cerca de 100 mil elefantes foram mortos na África

10 de Janeiro de 2018
Foto Projeto
Em 1989, a exploração do marfim extinguiu metade da população dos elefantes

No último dia de 2017 o governo chinês anunciou suspensão total à comercialização de marfim no país. A proibição abrangerá também o comércio eletrônico e suvenires adquiridos no exterior.

De acordo com o Ministério das Florestas, "de agora em diante, se um comerciante lhe disser que é um 'vendedor de marfim autorizado pelo estado', estará lhe enganando e violando intencionalmente a lei".

De acordo com a agência oficial chinesa Xinhua, uma primeira proibição parcial do comércio do marfim levou a uma queda de 80% dos confiscos do material que entravam no país.

A China é a maior consumidora mundial de marfim contrabandeado e apontada como grande responsável pela caça furtiva na África na última década. Segundo a ONG Save The Elephants (STE), cerca de 100 mil elefantes foram mortos por seu marfim no continente africano entre 2010 e 2012. "Tendo em conta os nascimentos, essas perdas estão conduzindo declínios dessa espécie na ordem de 2,3% ao ano".

Histórico

O comércio internacional de presas de elefantes é proibido desde 1989 pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES). Entretanto, a determinação não freou totalmente o contrabando de marfim. Após a crise da década de 80, na qual metade da população de elefantes africanos foi dizimada, a China foi responsável por reaquecer o comércio do artigo. Lá, o artefato é considerado símbolo de status e luxo e já chegou a valer mais de 1.100 dólares o quilo.

Estudos indicam que entre 2002 e 2011 a população mundial de elefantes foi reduzida em 62%. A caça ilegal provocou uma diminuição de 110.000 exemplares em dez anos, chegando a 415.000 segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Com informações da France Presse