Espécie da vez

Mico-leão-da-cara-preta

As quatro espécies de mico-leão estão ameaçadas de extinção

Foto Institucional Crédito: Celso Margraf
04 de Setembro de 2017

Endêmico do Brasil, o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara) pode ser encontrado basicamente apenas em unidades de conservação, como a Área de Proteção Ambiental de Cananéia-Peruíbe, em São Paulo; e a Estação Ecológica de Guaraqueçaba, no Paraná, suas áreas de ocorrência. Esse pequeno primata tem pelagem dourada no dorso e no tórax, apresentando face, juba, mãos, pés, antebraço e cauda pretos.

O mico-leão-da-cara-preta é uma das quatro espécies de mico-leão:

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) - ocorre no Rio de Janeiro
Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) - ocorre na Bahia
Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) - ocorre em São Paulo

Cada espécie é encontrada apenas em uma pequena parte do estado indicado como seu território. Isso ocorre porque grande parte da Mata Atlântica, habitat dos micos-leões, foi destruída. Os poucos sobreviventes vivem em fragmentos remanescentes do bioma e, às vezes, em plantações adjacentes que têm bromélias e espécies de árvores que os micos-leões podem utilizar. As quatro espécies estão ameaçadas de extinção.

São ativos durante o dia e dormem durante a noite. Vivem em grupos de dois a 11 indivíduos, sendo que um grupo tem, em média, de quatro a sete indivíduos. Normalmente, cada grupo defende um território diferente.

Vivem em florestas e passam a maior parte do tempo em árvores. Assim como os saguis, têm unhas em forma de garras que lhes permitem agarrar-se a troncos e galhos de árvores. Os micos-leões andam, correm e saltam como esquilos, usando as quatro patas.

Alimentam-se principalmente de frutos, insetos, pequenos vertebrados e ovos de aves. Em menor grau, alimentam-se também de néctar, flores, gomas e exsudatos de plantas, além de cipós. Têm especializações que lhes permitem caçar presas escondidas. Seus dedos e mãos alongados penetram em aberturas de troncos de árvores, bromélias e folhagem densa, de onde retiram presas escondidas.

A gestação, anual, dura entre 126 e 134 dias. Os filhotes (normalmente gêmeos) nascem de setembro a março, um pouco antes do pico da disponibilidade de frutas e insetos ou durante esse período.